Lucas, na obra “actos dos apóstolos”, evidencia Estêvão,
personagem que entra e sai de cena num repente,
evidenciando os dois personagens principais: o espírito e a palavra.
Se entendermos “espírito” (ruah) como sopro, hálito,
o que me faz respirar, o que me move, o que motiva as minhas escolhas,
a construção de mim – sendo o Espírito Santo a construção de Deus comigo,
de Deus em mim -,
e “palavra” como comunicação de si, vida partilhada, vida oferecida – sendo o dom de Jesus a única e definitiva Palavra de Deus,
Estêvão – o primeiro mártir, o “coroado” – apresenta-se como modelo do cristão
que constrói a sua vida, passo a passo, na oferta da sua vida até ao fim,
tal como aquele judeu marginal que mudou a história,
e que está sempre prestes a mudar a nossa história
sempre que acreditamos em Jesus,
sempre que a nossa vida toda é construção de um dom, de um presente no presente,
sempre que a nossa vida toda é oferecida, empenhada para que o meu próximo viva mais.